sábado, 25 de abril de 2009

Galo da Liberdade

E depois do adeus ...








25 de Abril de 2009

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo

Sofia de Melo Breyner

Mnumento inaugurado aos 25 dias do mês de Abril do ano de dois mil, pelo Exmo. Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Dr. Isaltino Afonso Morais







Monumento de homenagem aos militares da Guerra do Ultramar

Outros galos em Oeiras ...

sábado, 21 de março de 2009

Mais Passeio Marítimo de Oeiras

Inauguração abre pré-campanha eleitoral das autárquicas







Isaltino de Morais, Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, visivelmente satisfeito, inaugurou hoje, dia 21 de Março de 2009, a 2ª Fase do passeio marítimo.

O autarca oeirense, transmontano de quatro costados, referiu, no acto da inauguração, que não houve atraso na conclusão da obra nem derrapagem orçamental.






O facto nem merecia ser notícia se os cidadãos, como noutros países, estivessem habituados a que os poderes públicos fossem rigorosos no controle dos prazos e nos orçamentos contratados.

Banho de multidão em maré cheia de popularidade.

Um popular, preto, agitando um cachecol do Sporting, ainda gritou vivas ao autarca mas não foi acompanhado. A solenidade do acto não se coadunava com manifestações comicieiras.





Mas o eleitorado do Presidente da Câmara, interclassista - dos mais pobres dos bairros sociais aos ricos das luxuosas vivendas - está rendido à Isaltinice!













Até hoje o passeio marítimo de Oeiras, vulgo paredão, numa extensão de 2 400 metros, começava na Praia da Torre e terminava na de Santo Amaro de Oeiras, junto ao Restaurante Saisa.







O prolongamento agora inaugurado tem uma extensão de 1450 metros.





Começa no Forte de São João das Maias ...



... E termina na praia "nova" de Paço de Arcos, outrora chamada de Praia do Inglês Morto, capitão morto pelos franceses em 1808, no ataque a um navio, e cujo corpo deu à costa nesta praia.












Praia das Fontaínhas

A praia, na realidade um pequeno espaço com areia grossa e rochas, chama-se das Fontaínhas porque nela existem nascentes de água doce, em tempos aproveitada, a julgar por um pequeno muro de tijolo erguido à volta de uma delas.




Deste promontório, na Praia das Fontaínhas, os pescadores, mesmo que não pesquem nada, sempre desfrutam de uma excelente vista sobre a Costa da Caparica e a barra do Tejo




No espaço junto às rochas está projectada a construção de uma segunda piscina oceânica em Oeiras. Temo que à semelhança da primeira, construída com os impostos dos munícipes, os preços cobrados aos utentes sejam proibitivos, mesmo para famílias de classe média.






Obra de artistas
O revestimento do muro em xisto deve ter levado meses a ser feito. Cheguei a ver os pedreiros partirem os calhaus em pequenas pedras e depois assentarem-nas com cimento, uma a uma, no muro. Este trabalho artesanal, para ficar bem feito, só pôde ter sido feito por quem tem saber técnico, experiência e uma grande dose de paciência.

A obra de arte combina bem o xisto, uma rocha usada em casas tradicionais da província, com os seixos brancos, encontrados à beira-mar.
Na fase de construção do muro achei que o xisto estava deslocado do espaço envolvente, mas agora, com o revestimento do piso em verde, gosto do conjunto.

No "Stonehenge", portas e janelas abertas para a praia vão fazer as delícias de voyeurs e fotógrafos amadores












Vista parcial do bonito mural sob o viaduto da estrada Marginal. Pensaram em protegê-lo dos “artistas” de grafitti?










Carlos Queiroz, treinador da selecção nacional de futebol, coincidência ou não, andou a correr pelo calçadão na altura em que Isaltino de Morais inaugurava o troço de prolongamento de passeio marítimo.

























Começa hoje a Primavera!

















sexta-feira, 20 de março de 2009

O Stonehenge da Praia do Inglês Morto

The Stonehenge of the Dead Englishman Beach
Megalitismo do Século XXI



Praia do Inglês Morto, assim é conhecida esta praia de Paço de Arcos, por nela ter dado à costa o corpo do jovem capitão de um navio de guerra inglês, morto pelos franceses em 1808, no ataque a um navio no porto de Lisboa.





No final do Passeio Marítimo de Oeiras foi construído um muro a fechar a Praia do Inglês Morto, ou Praia Nova de Paço de Arcos, ao nó de acesso à estrada Marginal.







Uma aberração, pensei eu, quando vi pela primeira vez o emparedado de blocos de granito!





Habituado a ver a praia sempre que lá passava de carro e sendo agora privado desse campo de visão, senti-me agredido pela barreira megalítica interposta entre a estrada e o areal.




No dia em que estive lá a tirar fotografias, uma senhora abordou-me a perguntar se eu era o arquitecto responsável pela construção da obra. Ela estava indignada, tal como eu, com a construção do muro, por fechar a praia ao exterior e tirar a vista da praia a quem chegava ou passava na estrada.




A rusticidade do material usado, enormes blocos de granito, sem serem polidos, também não se coadunava com as rochas de basalto existentes na região, nem com o ambiente urbano da praia.


Mudei de opinião sobre o Stonehenge da Praia do Inglês Morto, salvo seja, quando lá voltei a segunda vez, ainda antes da inauguração do passeio marítimo. A mudança de opinião deve-se ao feliz enquadramento proporcionado pelos dois murais entretanto pintados sob o viaduto da estrada Marginal.


Quando se sai da praia, o olhar fixa-se nesses murais, dando a ilusão de que continuamos nela e de que para lá das falsas colunas à nossa frente, avistamos, no alto mar, caravelas e monstros marinhos do nosso imaginário colectivo de descobridores de novos mundos.





Outro factor importante que contribuiu para dissipar a agressividade do muro e humanizá-lo foi a pintura do calçadão com tinta verde.



O espaço exterior, entre o muro e a estrada, embelezado com mobiliário urbano e árvores plantadas, ganhou uma nova dimensão, servindo de sala de acesso à praia.





No muro, as janelas e portas abertas, alem de servirem de elo de ligação entre a praia e o exterior, permitem a quem chega ir espreitando a praia e, como num jogo de descoberta, procurar diferentes planos de visionamento.




O Tollan de Paço de Arcos
Finalmente, em véspera de inauguração do passeio marítimo, foi retirado da zona das rochas o inestético “tollan” que há largos anos, trazido por uma cheia no Tejo, estava lá soterrado.